Tudo que você precisa saber sobre a aversão das crianças a verduras e legumes.

Postado por Break Limits em 11 de janeiro de 2018

A aversão a legumes e verduras foi estimulada pela evolução do ser humano para protegê-lo de toxinas, mas é uma situação contornável!

De forma geral, plantas tóxicas e desconhecidas têm uma característica principal em comum: são verdes e amargas. Por essa razão, a evolução desenvolveu uma aversão a  alimentos com estas características para proteger os filhotes de hominídeos que corriam sérios riscos ao se aventurarem sozinhos e consumindo alimentos desconhecidos que pudessem matá-los.

 

Um resquício desse traço evolutivo ainda é muito presente em nossas crianças, principalmente a partir de 1 ano e meio de idade: é verde e amargo? Nem pensar!

 

Há também a predisposição de consumirmos comidas açucaradas e gordurosas por serem boas fontes de energia, calorias, coisa que os vegetais não são. Mas essa resistência a legumes e verduras na atualidade mostra-se uma desvantagem, pois contribuem com o consumo exagerado dos açúcares e gorduras e prejudicando a saúde.

 

Culturalmente, temos como costume uma dieta pobre em vegetais e rica em gorduras e açúcares. Como não é algo que impede nossa reprodução, não há pressão evolutiva para mudarmos.

 

Até a idade de aproximadamente 18 meses, as crianças estão bem dispostas a aceitarem alimentos novos, oferecidos por adultos em quem confiam, mais tarde entretanto começa a dificuldade para alimentá-las com vegetais, legumes e até frutas! Isso é o resultado da regra evolutiva: o verde pode indicar a presença de toxinas e geralmente têm o gosto amargo. Já alimentos de cores amarelo, laranja e vermelho indicam mais açúcar e sabor doce, por isso sendo melhor aceitos.

 

As crianças também têm o paladar mais sensível, portanto suas experiências com o gosto são mais intensas que as de adultos.

São comuns os casos em que alimentos odiados na infância passam a ser apreciados na idade adulta das pessoas por conta da sensibilidade do paladar. Mas não é apenas isso que influencia nossa nutrição, como dito anteriormente, sofremos a constante influência cultural e social que desenvolve o costume de consumirmos certos tipos de comidas, além de fatores genéticos!

 

Um estudo feito por pesquisadores da University College London (UCL), do Reino Unido, em 2016 concluiu que a genética é responsável por até 50% da disposição da criança (ou falta dela) em experimentar novos sabores, texturas e cores.

 

Então, como contornar essa situação?

 

Por volta dos 7 anos, as crianças começam um processo de evolução do paladar, portanto pais não precisam se preocupar com a falta de aceitação da criança, mesmo assim, persistência e uma boa dose de calma caem bem, pois a criança ainda precisa ser conduzida e orientada a alimentos novos para vencer sua resistência a legumes e verduras. Mesmo as crianças que têm predisposição genética a acharem algumas verduras e legumes mais amargos podem aprender a comê-los se forem expostas e na medida em que ficam mais velhas.

 

O mais importante, no fim das contas, é diminuir a pressão. Não se preocupe demais com isso, não transforme a hora do almoço em um campo de batalha, não pressione demais seu filho a experimentar.

Break Limits

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